Separar o conflito conjugal do parental

Acabou o casamento.“O grande interesse da criança não é perder nenhum dos seus pais” (Saldanha, 2007). Os adultos não podem envolver as crianças no seu conflito confundindo os papéis: o principal objectivo dos pais no momento desta decisão tem de ser, acima de tudo, poupar sofrimento desnecessário à criança, “pois ninguém pode retirar às crianças o sofrimento inerente à separação dos pais” (Saldanha, 2007).
    A preocupação de que consequências nefastas existirão nos seus comportamentos futuros não tem a ver com o divórcio em si, mas com a forma como a ruptura se concretiza. É preciso que o bem-estar das crianças seja uma prioridade, salvaguardando-as de sentimentos de culpa ou de envolvimento em “hostilidades” de um contra o outro.
    Os ex-marido e ex-mulher continuam a ser PAI e MÃE. É preciso que os adultos tenham consciência de que as crianças não perdem nem o pai nem a mãe por estes não estarem juntos e de que têm de manter um relacionamento permanente e saudável com a família de quem herdam património genético, cultural e social.